Professor da dicas para não temermos as pressões do meio externo e valorizarmos nossa individualidade.
Jamais acreditei em uma fórmula única que pudesse servir para todo
candidato a carreiras públicas. Fórmulas genéricas são arbitrárias e
geram dogmas que, pela própria repetição aqui e acolá, acabam,
infelizmente, prevalecendo. Por acreditar na individualidade escrevi O
Livro do Concurso Público.
A principal característica da obra
consiste no respeito à individualidade. Toda pessoa tem qualidades,
predileções e pré-compreensões que a tornam única. Cada ser humano detém
diferentes recursos materiais, éticos, históricos, profissionais e
circunstanciais que permeiam e condicionam suas opções. Não pretendo
apresentar uma fórmula mágica capaz de indicar como passar em concursos
públicos. Essa fórmula cada qual obtém à sua maneira, ao percorrer o seu
caminho, diante de suas reais possibilidades. Garanto, entretanto, que
muitas das ideias compiladas em O Livro do Concurso Público podem
auxiliar cada leitor a formular a própria receita mágica: pessoal,
única, inconfundível.
Mas por que respeitar a individualidade?
Porque,
honestamente, não acredito que alguém tenha legitimidade para, em nome
de seu passado e de suas experiências pessoais, indicar soluções
milagrosas como: número ideal de horas para estudo, local ideal para
desenvolvimento dessa atividade, alimentos ideais, cursos ideais, etc.
Imagine o que acontece com o leitor que, dispondo de uma hora diária
para estudo, depara-se com a seguinte informação: “para passar em concursos o candidato precisa estudar, no mínimo, quatro horas por dia”. Não tenho dúvida que a motivação desse leitor estará fortemente abalada.
Prefiro, então, sugerir isto: “O
que realmente importa, em minha opinião, é a seriedade do compromisso.
Se você dispõe de apenas meia hora para estudo, pois então que estude
durante esse período, tentando aproveitá-lo ao máximo”.
Os
ingredientes para a receita estão, todos, no livro. A mistura deles, as
medidas, os temperos pessoais permanecem no âmbito das insubstituíveis
escolhas e experiências de vida de cada leitor.
Fabrício Bittencourt é Juiz Federal e Professor
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